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quinta-feira, 15 de março de 2012

Por norma não respondo a estes "desafios" mas...

...a ET Joana da janela mais bela, propôs-me o "desafio" dos 11 factos aleatórios sobre mim e mais um questionário, que por ter achado tão tontinho:) desta vez decidi aceitar apenas a primeira parte, e então cá vão elas: 

1-Trabalho na área das tecnologias de informação, mas também tenho formação na área da contabilidade, da Geografia e das artes, o que tem tudo haver e só não tenho na área da comunicação social porque na altura das decisões era um desorientado na vida, como ainda o sou hoje, em menor grau. Aprendi desde cedo a ser polivalente e já trabalhei em várias áreas tão diferentes como televisão, hospitais, hoteis, informática e até nas obras durante umas férias de verão, com colegas daqueles desdentados com a 4a classe e a ouvir diariamente pregões do género "eh grossa, já ias ao castigo!" (esta é das mais educadas) para as miúdas que passavam na estrada, calão tão vergonhoso que eu por vezes até me escondia, mas aqui o men não tem medo de nada e faz de tudo!


2- Gostaria de um dia publicar dois rascunhos (enormes) que tenho na gaveta e não estivessem tão relacionados comigo, com pessoas marcantes e com a minha visão parcial sobre tantas coisas e talvez o fizesse, nem que fosse para ter somente para ter uma cópia para mim.

3-Já falei com a Fergie, dos Black Eyed Pies, na Fabric de Londres em 2007. Pessoa acessível para além de pequenina, linda e gostosa. Ela andava à procura de um cigarro e eu ofereci-me para isso (também me oferecia para qualquer coisa que ela quisesse). Ainda trocamos umas palavras, sob olhar atento de dois gorilas. Perguntou-me o nome mas depois não conseguiu soletrá-lo. Ter um nome latino não ajuda nestas coisas. Era melhor ser Jack.


4- Já dormi ao relento imensas vezes, tanto em Portugal como no estrangeiro. As noites memoráveis foram numa praia em Florianópolis e outra num jardim público em Barcelona. As restantes foram todas penosas, especialmente em estações de comboio, no chão de aeroportos e outra num matagal, perto de uma estrada onde passava um carro de manhã e outro à tarde...

Coexistial! Captada ontem à tarde perto da rua onde moro,
mas juro que não fui eu.
5- Um partido político a que já pertenci (na sua organização juvenil) chegou a me pagar o hotel a apenas 500 metros da minha casa só para eu não "fugir" à campanha eleitoral que começaria cedo no dia seguinte e uns meses mais tarde uma viagem a Bruxelas com tudo pago e que incluiu um inesperado jantar de 120 euros/pessoa num dos restaurantes mais chiques da capital da Europa por forma a festejarmos, na altura, a decisão do presidente Jorge Sampaio ter demitido aquele PM grunho e putanheiro Santana Lopes. Viva o despesismo partidário à pala de quem trabalha! Um ano mais tarde desliguei-me deles e nunca mais quis saber desse partido para nada, do qual hoje tenho vergonha de ter pertencido (os Xuxialistas).


6- Já passei dois dias a água, laranjas e nêsperas. Aventuras que iam saindo caro.

7- Gosto de cigarros, de charutos, de cigarrilhas, de polén e demais coisas capazes de fazerem fumo, fazendo juz ao rico legado que os sábios indios nos deixaram, mas deixei a maioria desses fumos porque a saúde passou a ser uma prioridade para mim após uma crise asmática daquelas, algo que sofro moderadamente desde puto. Hoje só fumo cigarros de enrolar e espero vencer o vício em breve.

8- Sou apreciador do cinema de autor e especialmente do cinema europeu pela sua frieza, profundidade e serenidade. Do meu top 10, seis são made in Europa e aprecio especialmente os filmes de Dino Risi, Eric Rohmer e Roman Polanski.

9- Já enganei turistas que até deu dó, tanto em Lisboa como em outros pontos do globo. Era compulsivo, quando eles me perguntavam como ir para Sintra eu mandava-os para o comboio com destino a Alverca, quando me perguntavam pela direita eu mandava-os com toda a firmeza para a esquerda, falando inclusive em lugares fictícios de que eles poderiam ter interesse em visitar, chegando a marca-los no mapa. Esta tendência terminou quando me senti enganado da mesma forma numa das primeiras viagens que fiz sozinho. Fiquei furioso.

10- O meu livro favorito é o "Werther" de Johann Goethe, poeta e escritor existencialista que neste seu romance e numa amplitude imensamente menor me recordou traços de um amor falhado e que continua a influenciar a minha forma de ver o mundo e o meu jeito de escrever alguns posts.

11- Já fiz duas viagens intempestivas, uma europeia e outra transatlântica, com data de regresso em aberto, só para estar com quem mais queria. Infelizmente acabei por voltar mas não me arrependi. Durante algum tempo na minha vida, existiram semanas e até meses, que valeram mais do que anos inteiros.

12- Numa outra vida creio ter sido um ditador, por ser um descrente do rumo que leva a sociedade atual, por vezes até um descrente da democracia e na forma algumas vezes unilateral como vejo o mundo, as pessoas e as coisas; algo que tenho vindo a mudar ao longo desta passagem na vida como cidadão anónimo. Acredito na reencarnação.

13E agora a mais importante de todas: Gosto muito das modelos que posam em revistas masculinas e isso lembrou-me agora a Sofia Hilário, especialmente pelo seu sorrisinho maroto, quando ela se vira e fica ali toda desguarnecida e no final do vídeo trajada de colegial. É mistura para me deixar no mínimo alegre. Quando levava algum trabalho para casa e a altas horas, já cansado e aborrecido, nada como uma breve paragem e uma viagem pelo youtube aos vídeos da nossa FHM e a disposição melhorava num instante com tanta papoila saltitante. Adorava conhecê-la pessoalmente. Alguém me arranja o contacto dela?! :)




E haviam muitas mais coisas a dizer que isto nunca mais acabava, mas como sabem, nunca se pode dizer tudo, né? Já agora para quando um questionário sobre os "podres" de cada um, hein? Queria ver se a adesão seria igual a esta... :)

terça-feira, 13 de março de 2012

As maiores mentiras das mulheres

Mais uma vez um post da sempre interessante AC, despoleta-me uma resposta que também serve de conselho aos homens que me lêem. Falava ela sobre as maiores mentiras dos homens e, após um empurrãozinho, cá venho eu responder com as maiores mentiras das mulheres. Daqui excluí as duas mais clássicas, a do tamanho não importa e sobre a pontualidade que as mesmas insistentemente dizem ter mas que é algo que raramente se verifica.

Posto isto, seguem abaixo, sete das mentiras mais comuns que as mulheres gostam de usar; por ordem crescente de gravidade.


7ª "Visto-me toda chique só para me sentir melhor"
Mentira. Mulher que é mulher quando se arranja a  preceito tem sempre um intuito porque se não o tiver fica em casa de pijama a comer bolachas e a ver TV. A mulher regra geral quando sai à noite veste-se essencialmente para se sentir notada e causar inveja às outras mulheres (excluo desta conta as adolescentes, pois essas na minha opinião são as únicas que se vestem mais para os rapazes). No vestuário elas não brincam em serviço e acreditem que se ela vos disser o contrário, está a mentir, até porque porque as mulheres mais inteligentes sabem não vale a pena se vestirem com requinte para os homens, porque sabem que estes olham fundamentalmente para a carne e quase nunca para o tempero, mesmo que este seja condimentado por Gucci ou Prada. A eles isso pouco lhes interessa, portanto a mulher não se veste para o homem mas sim para as outras mulheres.


6ª "Não me importo que saias com os teus amigos e espero que te divirtas muito!" [Adicionem a isto... ser fim-de-semana].
Esta é outra grande mentira delas, especialmente se vocês lhes ligarem aquando de uma confraternização divertida entre amigos para saber como ela está e ela vos disser que está em casa, deitada no sofá a ver a seriezinha do coração e que espera que vocês se divirtam muito. Mentirosa.


5ª Dizer que  X  foi barato, quando custou os olhos da cara.
Está certo que cada qual faz o que bem entender com o dinheiro que tem, mas quando repararem que ela está a gastar imenso dinheiro em coisas supérfluas e esta vos disser que foi tudo barato acreditem que ela está a mentir. Ou isto ou quando ela vos disser que comprou tudo nos saldos e estamos já em Abril. Mente com todos os dentes :)


4ª "Adorei a prenda. Era mesmo isso que eu queria. Adivinhaste-me o pensamento!"
A não ser que a conheçam de gingeira (isto leva anos e eu francamente não sou o melhor exemplo desse commitment), as mulheres gostam especialmente de prendas supérfluas, acessórios que não lembram ao diabo e que usarão apenas uma ou duas vezes na vida. Gostam de sapatos diversos para condizer com a roupa, brincos, pulseiras, anéis e outros penduricalhos ou até mesmo caixas de chocolates, que devoram no próprio dia. Experimentem lhes oferecer algo com utilidade e não esperem na volta mais que um sorriso amarelo e uma mentira em resposta. 


3ª Dizer que não lhes apetece sexo... inesperadamente [tão comum]
Ela está a mentir e acreditem que algo se passou. De certeza que vocês não perceberam algum insight que numa fração de segundos sobrevoou aquelas cabeças enigmáticas ou então ela está a castigar-vos por alguma coisa que tenham dito ou feito e querem que vocês descubram por vocês próprios e mudem, sem vos dizerem claramente isso. Se não descobrirem não há nada para ninguém. Mentirosas mas espertas. 


2ª Elas dizerem que a ex era muito gira e parecia boa moça.
É uma atitude altruísta e simpática mas não passa de fachada. Regra geral as mulheres são curiosas e fazem tudo por saber quem foram os anteriores relacionamentos dele, mas nenhuma mulher gosta de ouvir-vos falar nas anteriores, especialmente se tiverem topado que a anterior era mais gira (e as mulheres nisto são muito minuciosas). Evitem comentar, falem evasivamente sobre elas e apaguem todas fotos que tinham da anterior no computador para evitar falatório, porque pela boca morre o peixe, ou então enviem-nas para aquele email que raramente usam, até porque nunca se sabe se no dia de amanhã alguma dessas anteriores poderá voltar inesperadamente à ordem do dia e vos perguntar por essas fotos :)


Omitir antigos relacionamentos, especialmente aqueles que mancham a fotografia.
Eis a mais antiga, a mais perigosa e a mais grave de todas. Tenho uma amiga que já vem dos tempos de adolescência. Ela casou há relativamente pouco tempo e por altura do Natal, num jantar de ex-colegas e amigos de secundário (os únicos jantares colectivos que eu sou capaz de ir) veio acompanhada do agora marido, que numa conversa solta comigo e outro amigo comum sobre relacionamentos, referiu-se à mulher, como tendo tido apenas dois relacionamentos anteriores a ele. 
Bem... não sei para onde me virava nem como me consegui conter naquela situação. Eu conheci sete, salvo erro oito relacionamentos dela antes deste ter aparecido na vida dela, e na forma de relacionamentos a fundo, não foram somente beijinhos e abraços, inclusive com cada personagem que nem merece aqui qualquer tipo de desenvolvimento. Muitas  mulheres são assim peritas em mentir ou omitir neste tipo de situações, especialmente àqueles com quem acabam por casar. Tenham cuidado ou então sigam as palavras do meu sábio amigo Eduardo, do Paraná: “Passado de mulher é igual a cozinha de restaurante: melhor não conhecer, ou não vai  querer comer mais” 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Escapes do Olhar (Extraordinário) Porque hoje é o dia internacional da Mulher

Regra geral não sou apologista aos dias dedicados a alguma coisa, inclusive os mais importantes deles, provavelmente o Natal ou Páscoa, mas havendo esses dias dedicados a causas, feitos, memórias, este é dos que mais aprecio, exactamente por ser pela mulher e pelo meu amor que tenho a elas.

Muita gente já me leu aqui escrever posts menos abonatórios sobre elas mas isso não significa que lhes tenha perdido algum amor. Longe disso. Cada vez gosto mais delas e a minha vida sem o cromossoma X perderia quase todo o seu sentido. Não fossem elas só manteria o meu amor pelas viagens, pela escrita, pela música e pelo futebol e esse meu mundo tornar-se-ia irremediavelmente mais pobre e cinzento, por isso tenho todo o prazer de dizer que gosto do seu jeito, gosto do vosso encanto, gosto de imaginar o que vos vai na cabeça e na alma. 
Gosto de morenas, de brancas, gosto de mulatas de loiras e orientais. Gosto de lhes fazer surpresas. Gosto de lhes ver a rir. Gosto de as ver vestirem-se, quase tanto como de as ver  a se despirem. Gosto que gostem dos prendas que lhes ofereço. Gosto de lhes deixar bilhetinhos com alguma coisa que pensei no momento, seja em prosa ou em versos. Gosto do seu abraço e do seu mimo natural. Gosto de sentir o seu perfume e identificá-lo com com elas. Gosto de sentir a sua forma em mim, a sua respiração e o seu ofegar. Gosto do seu beijo, da sua língua, do seu pescoço, dos seus ombros, das suas pernas, do seu sorriso e do seu olhar, em qualquer situação... por vezes até do seu ciúme moderado


Gosto do seu toque tal como gosto de percorrer com as minhas mãos todas as suas curvas, recantos e da encruzilhada de pernas que por vezes se monta. Gosto de me perder no seu leito e intriga-me também observar os seus olhos fechados em sono profundo e poder imaginar que sou parte desse mesmo sonho. Gosto de mulheres simples mas que mantêm a sua feminilidade intacta - o seu maior tesouroGosto de ser parte importante na sua vida, de poder ser seu confidente, de saber que podem contar comigo e ser seu amigo acima de qualquer outra coisa.
Adriana Lima - Gostava de colocar uma  musa diferente da do ano passado, mas... esta brasileira
continua sem concorrência à altura.
Adriana - uma visão do paraíso.
Gosto quando elas pensam como homens quando assim o deve ser e gosto de lhes dar umas palmadinhas daquelas no momento indicado, da mesma forma que gosto de lhes abrir a porta só para receber um sorriso de agradecimento na volta, de lhes reservar o melhor lugar em qualquer sítio, de lhes levar as compras mais pesadas ou de cozinhar para elas por forma a que mais tarde lhes sobrem mais energias para outras coisas mais estimulantes. Gosto de vê-las em conversas esbracejantes e efusivas com as amigas e do ruído que fazem desde que eu esteja a distância considerável e não seja parte das mesmas. Gosto de vê-las a dançarem, gosto de observar as suas expressões, admiro o seu tento para a comunicação, pouco racional bastante emocional.

Gosto de as ver de calças, de saia, de bikini, de mini-saia ou até de calçõezitos de ganga esfarfalhados do uso e por onde consigo descobrir as suas formas numa perspectiva ainda mais excitante. Gosto de observar e privar com a respiração dos seus peitos que gosto próximos do meu,  deliro com um traseiro bem torneado; com as marcas de um fio dental que se nota na roupa ou com umas pernas irrequietas que se libertam de um corpo. Concentro-me numa dança do ventre como se de um exame nacional se tratasse e sou tão adepto do strip como o sou do FCP; um sonho torneado de movimento, forma e lingerie, da qual amo especialmente os tons cor-de-rosa e preto, que me deixam drago. Sou humano e homem com tudo o que isso tem de bom e de mau nos gostos. 

Por outro lado não gosto de esperar por vocês. Não gosto de não perceber o que querem dizer nas entrelinhas nem gosto de ser apanhado pelo vosso mau humor do TPM. Não gosto do choro sem razão justificável e lamento as vossas constantes dúvidas. Não gosto de sim's que querem dizer não's e vice-versas e abomino mulheres travestidas de feministas. 
Não gosto de mal-dizentes, repudio cuscas e afasto-me de vítimas  e pedintes de atenção tal como não gosto de marias. Também tenho dificuldade em conviver com as que não se sentem bem com elas e com o seu corpo, unilateralmente. Afasto-me de mulheres frias e raramente gosto de mulheres formais seja no olhar ou na palavra, pois estão a jogar contra a sua própria natureza; nobre, fraterna, humana e aconchegante. Não gosto de mulheres masculinizadas nem arrogantes, mesmo que isso seja somente em defesa própriam e também me fasto de fashionistas exacerbadas


Outras vezes também perco-me em deambulações mentais quando vejo a mulher-criança e o seu mundo encantador; na mulher-adolescente; perdida e confusa na mente de uma menina em corpo de mulher; na transformação mágica que sente a mulher-grávida; do olhar protector da mulher-mãe, no semblante carregado da mulher-viúva ou na tristeza da mulher-idosa abandonada.
Para além de tudo isto, o mais marcante do X é a lembrança das expressões da minha mãe, o modo como brincam as minhas sobrinhas, do olhar cúmplice das minhas irmãs, da sabedoria e o amor universal da minha avó; as minhas referências femininas da família e na face, o olhar inocente do meu primeiro amor, as expressões e descobertas da primeira noite de fogo, as primeiras mãos dadas de tão nervosas que eram tal como os respectivos compromissos; do primeiro olá e do último adeus que continuam aqui gravadas a sangue e memória. Nunca esquecerei o me fazerem enaltecer este amor-padrão e eterno por vocês, amor esse que desde que desabrochou não mais murchou.


Obrigado pela vossa presença na minha vida, inclusive aqui na blogosfera, onde vocês são a esmagadora maioria. Aprendo muito convosco. Continuem presentes.
*reformulado

terça-feira, 6 de março de 2012

dos relacionamentos contemporâneos (post longo)

Há dias em que a minha veia de sociopata anda demasiado exacerbada e chega a demasiadas conclusões por mais certas ou erradas que o possam estar. 
Está a fazer um mês, andava eu em Miami juntamente com um pessoal bem bacano no hostel a conversar e beber uns copos quando a bebida faltou. Nesse momento decidi ir ao supermercado mais próximo buscar mais umas Cola-jack Daniels (excelente bebida) e uma russa que também estava no grupo decidiu vir comigo pois também queria trazer umas garrafas de vodka para ela, pois russa que é russa bebe à grande! Por entre conversas sobre a democracia Putiniana, a Maria Sharapova e do Spartak do Moscovo, do qual ela é membra da claque, no curto percurso até ao supermercado mais próximo, cruzamos com um casal no mínimo suis generis, ele um rapazote que nao deveria ter mais que vinte anos, t-shirt sem mangas, cabeça rapada, calças largas, estilo hip-hopper de mão dada e aos amassos com uma mulher que apesar da boa aparência e produção deveria ter idade para ser mãe dele. Era um casal assim à partida nada homogéneo tanto na idade como na aparência. A russa olhou para mim e disse-me em voz baixa com aquele sotaque soviético "What the fuck, há coisas que só vejo aqui nos EUA". Eu ri-me daquele comentário mas foi mais um riso de sarcasmo que outra coisa qualquer, pois entendo perfeitamente esse tipo de casal, seja assim ou especialmente no vice-versa que acontece mais vezes, quer hajam muitos ou poucos anos de diferença, porque é fundamentalmente o que se calhar ambos procuram naquele momento, sem outros interesses implícitos.

Por vezes a minha mãe liga-me e vem com a tal conversa "Olha que já não vais para novo, as pessoas devem-se comprometer..." e eu sei exactamente o que ela quer dizer nestas expressões subliminares, mas o que ela se esquece é que as pessoas vêem a vida de maneiras diferentes e têm padrões de comportamento bem distintos uns dos outros e que sobretudo não perseguem o mesmo objectivo mesmo que tenham a mesma idade. 

Este pequeno relato serve para ilustrar que pelo menos para mim é muito difícil me relacionar com mulheres da minha idade, na verdade até me afasto dessas, logo entendo o tal casal de Miami, pois as que andam nos trinta anos ou em idades circundantes a esse dígito, perseguem objectivos diferentes dos meus, pelo menos por agora e cada vez menos me admiro por me relacionar há já algum tempo com uma moçoila sete anos e tal mais nova que eu, o que não é uma diferença assim tãaaao grande mas também é certo que é alguém que ainda não se conseguiu descolar do estereotipo da miúda geração Morangos com Açúcar tanto na linguagem que usa, na atitude, como na aparência (mas é uma ótima e saudável aparência, lá isso é :) e em que a GAP cultural entre nós por vezes chega a ser assustadora embora seja algo que também me diverte ao mesmo tempo.  
Mas em contrapartida de tudo isso ela entende-me, não interfere com o meu estilo de vida, não tem na exigência despropositada um defeito, não implica com as minhas viagens só porque sim, a maior parte das quais solitárias, não implicava com os péssimos horários laborais que eu tinha até uns meses atrás e que sei dificultarem qualquer relação seja ela em que moldes for; que  me dá espaço tal como eu lhe dou todo o espaço do mundo, que não invade os momentos que preciso só para mim e para os meus grupos aos quais ela ainda não pertence e vice-versa, para além de não pensar numa vida a dois, nem tão pouco em filhos no seu horizonte mais próximo, apenas quer viver um dia de cada vez ao seu ritmo, com a sua alegria e energia próprias e esta relação só não é mais profícua porque eu também não faço mais por isso mas so far so good, agora se fosse com uma tipa da minha idade (seria à partida natural preferir essas) esta relação saudável e frutífera seria um mito, e amargamente sei do que falo, por uma outra situação relacionável com a minha vida. 

Lembro-me de conversas com as minhas colegas de trabalho, a maior parte delas no raio da minha idade e especialmente as conversas entre e com as disponíveis, que são mais que as mães e que não variavam muito dos objectivos de "viver juntos/casa/filhos/contas/união" num curto espaço de tempo e no que toca a relacionamentos notei-lhes todas muito exigentes, demasiado focadas em pormenores externos à relação a dois, como os lamentáveis aspectos económicos - que é a principal causa das separações - a segurança financeira, laboral e emocional que não conseguem encontrar em nenhum homem, sempre colocando a carroça à frente dos bois ou pior, obstruindo o caminho a ambos, e o relógio, esse malvado que não pára! Eu, e julgo que a maioria dos homens quando partem para uma mulher nunca pensam em bens materiais nem em estatutos, não pensam se ela tem casa própria, se tem pais ricos, se tem bom emprego, etc mas as mulheres aos trinta anos e daí para a frente, é das primeiras coisas que pensam, mesmo que pela frente afirmem que não, inconscientemente essa será uma das primeiras coisas a saber sobre ele e esse factor acaba por ser decisivo e eliminatório.

Se estas são as conversas típicas de quem chegou aos trinta, eu devo ser mesmo de outra geração que não esta. Sei que o relógio biológico das mulheres anda mais depressa que o dos homens e que para elas seja mais importante uma relação com raízes o quanto antes se possível porque para as que anseiam ter filhos, tê-los a partir de uma certa idade para além de já poder ser tardio e chato começa também a ser perigoso, mas quem imagina ou parte para uma relação a pensar sobretudo nas questões acima mencionadas não admirará que veja os homens se afastar delas e depois vêem os anos passarem e acabarem sozinhas a se lamentarem do destino que elas próprias traçaram através da sua suposta exigência e teimosia, do quererem começar as relações não no zero mas já no cinquenta e nas idealizações que fazem dos homens e das próprias relações, poucas vezes compatíveis com a vida real e por fim espantam-se quando vêem casais aparentemente pouco homogéneos à sua frente como o tal de Miami. Esses casais explicam-se com a maior naturalidade do mundo, só elas é que parecem não querer entender isso.


Depois existe ainda outro fator social importante que torna tudo mais dramático. À medida que os anos vão passando, os nossos círculos sociais vão-se reduzindo. Já não temos 20 nem 22 anos e os tempos das curtes e quecas fortuitas de faculdade já são apenas uma memória e a nossa pré-disposição para conhecer novas pessoas reduz-se devido aos nossos vários compromissos. Trabalha-se muito, os focos de vida alteram-se e os nossos círculos naturalmente reduzem-se a meia dúzia de amigos fiéis, aos colegas de trabalho mas inversamente a essa desvantagem no leque de opções, este tipo de mulheres ainda se torna mais exigente, ou seja para além do círculo reduzir-se a exigência aumenta! Paradoxal.


Resumindo e concluindo, quem chega a uma determinada idade e não tem um padrão de pensamento nem um comportamento semelhante ao dos seus congéneres, o que lhe resta? Restam as mais velhas, já com outros desejos e aspirações afectivas (como o caso de Miami) ou então estas libelinhas saltitantes ainda com leve aspecto teenager... que são despretensiosas, simples, positivas, que não complicam, que não chateiam, que vivem um dia de cada vez e que estão sempre prontas para qualquer coisa, aliás esta até costuma dizer que já nasceu pronta... e oh pra mim chateado :D

domingo, 4 de março de 2012

Fotografia (post longo)

Não é fácil escrever sobre fotografia. Transferir essa arte visual para a escrita pode ser confuso e trabalhoso e eu tenho uma relação estranha com as fotografias, que não é de amor nem de ódio, sei é que nem sempre é pacífica na forma como lido com elas, sobre o que me dizem, sobre como me vejo e as transformações pessoais que nelas vejo espelhadas.
Façamos um exercício simples. Procurem fotografias antigas de vocês, não importa a distância temporal e observem-nas com cuidado, reflitam ao observarem as roupas que usavam nessas alturas, o penteado que ainda era recomendação dos pais, os sapatinhos da moda nessa altura, a roupa comprada por eles também, a vossa pose e atitude, tão diferente da de hoje e tantos outros pormenores e um pouco da vossa história que ficou ali, materializado em papel luminoso. Será capaz das mais variadas sensações.

As fotografias são assim capazes de nos gerarem as mais diversas emoções, de alegria, de saudade - de pessoas que já não são parte da nossa vida, de pessoas que desapareceram sem deixar rasto; de momentos marcantes - do casamento, dos pais, dos filhos, de paixões longas ou fortuitas, de sorrisos verdadeiros ou amarelos, de semblantes carregados ou rostos ensoneirados e tantas outras variadíssimas expressões. As fotografias também despertam o sentimento de pertença e identidade e algumas continuam mantidas secretamente à distância dos olhares indiscretos, escondidas aqui e ali, dentro de um caderno do secundário perdido em casa dos pais, numa caixa de madeira secretamente abandonada dentro de uma mala e em casos mais raros, guardadas somente na memória em que os flashbacks do passado podem revela-las vezes sem conta. 

Não uso fotografias em parte alguma do covil onde por agora resido, tal como nunca as usei em outro sítio qualquer. Mais que uma pessoa que aqui entrou me perguntou o motivo dessa ausência e a resposta até é facil apesar de nunca o ter confessado diretamente - é uma forma de manter os meus fantasmas afastados de mim - e leia-se por fantasmas, personificações tão agradáveis como desagradáveis, pois nem da minha família (agradável) as exponho e claro que o poderia fazer, ali numa moldura qualquer junto à mesinha de cabeceira ou molduradas na parede, mas a moldura é uma jaula e depois penso que se parar um pouco o meu olhar por ali, quem entrará na jaula serei eu e isso não me fará bem. Nem da relação do momento se as tenho e já ouvi por isso. Costuma dizer que um quarto sem uma única fotografia é um quarto sem vida, um quarto de "ninguém". Aceitei essa leitura como aceitei uma cortina que ela diz ser muito gira e que para mim é toda gayzola e que agora tapa a vista da varanda do olhar dos indiscretos, que não são mais que uns pombos cagões que gostam de visitar a minha varanda no topo do prédio, acima do campo de visão dos meus vizinhos terráqueos.

Esta relação dúbia com as fotografias já vem de trás, quando era obrigado a ir a casa de amigos dos meus pais e ficava sentado na sala a ouvir conversas deles sobre as quais não tinha opinião. Então perdia-me a observar as molduras expostas nas paredes, de pessoas que eu desconhecia, trajadas de passado, não raro em tons de preto e branco e papel já clivado pela idade. Pessoas que já o tinham deixado de ser há muitos anos e que me olhavam fixamente. Pensava também em quantos anos elas permaneceriam naquelas paredes. O que seria delas quando um buldozzer arrasasse aquela casa após a última das suas memórias vivas deixasse também de o ser e onde acabariam todas aquelas fotografias e molduras. 

Mais tarde, tempos de faculdade e colegas que enchiam o quarto de fotografias, coladas em placards ou até nas paredes. Em algumas eu também figurava e sentia-me orgulhoso por esse tributo, especialmente se fossem postadas por pessoas especiais para mim. Já não gostava muito quando as via postadas em outros lugares e por pessoas, diria, assim-assim, porque eu sou assim, gosto muito de poucas pessoas. Lembro-me também de outra situação, mais íntima, em cama estranha, em casa estranha, uma mesa de cabeceira igualmente estranha e repleta de pequenas molduras com outras figuras quase todas elas estranhas, enjauladas lá dentro. Algo desagradado disse-lhe com a maior naturalidade do mundo "E estes vão ficar aqui a olhar para nós?!" sem ter o discernimento de saber que estava a ofender quem tem outra relação com as fotografias. Ninguém entende, mas eu não gostava disso, como ainda hoje não gosto muito, mas ja sou mais tolerante. Talvez seja uma variação do Drácula quando via espelhos ou crucifixos.

A Marina foi uma das poucas pessoas coexistiais que conheci no meu último trabalho. Já dobrou os 40 anos e tem uma bagagem de vida apaixonante. De tanto falarmos sobre viagens, há tempos trouxe-me fotografias suas das viagens que fez quando tinha menos compromissos de vida. Adorei vê-las e ouvi-la falar acerca das suas experiências em lugares tão místicos como Goa na Índia, em Hoh Chi Min no Vietame ou no Cambodja, também outras em alguns países do leste europeu numa viagem que não esqueceu e que culminou três meses mais tarde com a queda do muro de Berlim. Tinha 19 anos nessa altura, era uma aventureira e orgulhava-se de figurar nas fotos com um cabelo comprido, ondulado, solto aos ventos e disse-me que a primeira vez que se lembra de se ter visto de cabelo apanhado foi nas fotos do seu casamento, algo que viria a mudar definitivamente o seu estilo de vida. Diz não se ter arrependido disso mas o que é certo é que desde essa altura o cabelo solto nunca mais foi visto em foto alguma e diz ela, ser esse o aspecto mais marcante na biografia das suas fotos e que representam a sua mais profunda transição de vida.

Este desprendimento também fez com que não tenha uma única foto minha num país da Europa Central. Viena de Áustria, cidade encantadora, bons dias por ali, talvez tão bons que não sobrou nenhum desses trechos de vida em papel fotográfico, mas não lamento, até prefiro assim, viver o momento sem a foto, do que não vivê-lo só para poder fotografa-lo, que é o que a maioria das pessoas fazem. 

Mas nem tudo é ruim no mundo da fotografia, algumas delas também me dão gozo e prazer observar. Quando caminho por esta rua abaixo e passo pelo quiosque da velhota abrando o passo e perco uns segundos a fazer que olho para os títulos do Record, quando na realidade delicio-me a olhar para as fotos de mulheres saudáveis e carnudas, nas capas da GQ, da Maxmen e outras. Gosto dessas fotografias. Gosto da janela de saúde e beleza que elas abrem para o mundo. Gosto das suas poses, da sua lingerie, dos seus sorrisos lascivos ou inocentes. Melhoro logo a disposição. Também gosto de ver fotos de pessoas que não conheço mas que me transmitem boas vibrações.

Fotografias podem ser fantasmas, podem ser viagens, podem ser desejos, podem ser esquecimento mas nunca me esforcei por ficar bem nelas e poucas vezes mostrei-lhes os dentes, apesar de os ter bem tratados ou fiz sorrisos amarelos para que o resultado fosse melhor, já levei sim foi com muitos cornos sinistros, feitos com o acusador e o mindinho de amigos verdadeiros ou da onça, cornos esses só detectados mais tarde nas revelações das mesmas. 

E assim concluo este raciocínio sobre a minha relação com a fotografia, fazendo todo o sentido que não haja nenhuma aqui para ilustrá-lo. 

*Para Fábrica de Letras, tema "Fotografia" Março, 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Portraits from Mexico

Na segunda parte da minha viagem andei sobretudo em locais turísticos da denominada região da Riviera Maya e creio que foi a primeira vez com esta pele mas não me dei mal.
Adorei o México e esta foi uma aposta ganha. Clima magnifico, sol e temperaturas entre os 25 e 27 graus, quente mas suportável, tem imensos lugares de interesse ao contrário da Florida e vir cá e ficar menos de duas semanas é crime. Localizada no sudoeste do país ocupa uma área de quase 150 km, repletos de paisagens verdejantes, um importante legado da cultura Maya, praias magníficas e intensa diversão turística, nos spots consagrados a isso, Playa del Carmen, Cancun, Xcaret, Cozumel, etc.
Chichen Itza - Apesar da longa distância e não haver nada de interesse fora deste parque Maia, ter conhecido aquele que é considerada uma das Novas Maravilhas do Mundo, por si só valeu a vinda. Foi um dos únicos monumentos que os espanhóis não destruíram, aquando dos seus saques e da destruição do legado Maia, tanto cultural como humano.
É também nesta região que vale a pena visitar as ilhas adjacentes à mesma. As magnífica Isla Mujeres e Cozumel, onde estacionam os mais luxuosos cruzeiros que navegam nas Caraíbas, viagem essa feita em confortáveis ferry boats a preços acessíveis.
Para os mais interessados no aspecto cultural, é a região onde se desenvolveu a civilização Maia e onde ainda se encontram importantes vestígios dessa cultura de um povo politeísta e adorador do Sol e onde já se vendem calendários e cronómetros a contar os dias e as horas que restam para o mundo acabar segundo esse mesmo calendário. Apenas um aspecto menos positivo é que tudo o que sobrou dessa cultura, exceptuando o Chichen Itza, são somente ruínas e confesso que não é ao aspecto cultural que tenho mais interesse em ver.
Cenário de boas conversas e do reforço das relações bilaterais entre Portugal e a Argentina, em tarde nebulosa.
(Isla las Mujeres)
Aspectos Positivos: 


Os preços -  Aqui até um viajante pé-de-chinelo como eu, passa-se por turista endinheirado. A comida é barata, a bebida é barata, a noitada é acessível, a diversão é sem igual, os hosteis são baratos, portanto é um turismo para todas as carteiras, com uma ressalva, tem de ser fora dos pacotes turísticos, ou seja, tem de ser tudo comprado separadamente, pois por pacote vós ireis ser depenados pelos abutres das agências de viagens.

O Povo Mexicano - Pessoas agradáveis, humildes e prestativas. Um povo tranquilo e sereno. Gostei deles, para além de ter ficado com a sensação do México ser um local bastante seguro, nada tendo haver com os clichés que por vezes se ouvem sobre a América Latina. Aqui é tranquilo.

O tipo de turista - Ao contrário do turista de Miami que vai lá para se exibir e gastar fortunas em compras, o turista no México quer é apenas se divertir, passear por ruinas e templos maias, de shorts e chinelos, ficar pela praia, pelos bares e discos. É um tipo de turista mais humilde e altruísta que é aberto a conhecer novas pessoas. Para quem tem lata, faz amizades em 10 minutos. Conheci excelentes pessoas, especialmente em Playa.

As turistas - Como mais abaixo refiro que as mexicanas deixam muito a desejar, as turistas compensam isso e de que maneira. São maioritariamente do restante continente, especialmente do Canadá, EUA, Colômbia e Argentina e a maior parte, jovens. Normalmente vão sozinhas ou com amigas e procuram se divertir... e fazem-no à grande!


As praias - Há dois anos tive a oportunidade de conhecer algumas praias do Brasil, que são magníficas, mas estas são melhores, provavelmente porque são um mar (das caraíbas) e não um oceano (Atlântico) logo a ondulação quase não existe e quando as nuvens desamparam a vista, ver aquele céu azul espelhado nas águas, rodeado por areia branca, foi das melhores sensações que tive em viagens. Quero daquilo aqui!

Playa del Carmen - Não é tão conhecida como Cancún, mas acreditem que é aqui que tudo se passa, e não é por acaso que a chamam a Ibiza das Caraíbas. Cancún para honey-mooners, Playa para os solteiros. Portanto caro(a) leitor(a), se é solteiro(a) ou assim-assim e está ávida(o) por aventuras, conhecer pessoas novas, venha para cá, porque aqui a pegada é séria, a movida noturna é fortíssima e até inclui after hours. Nem quero imaginar a loucura que é este lugar na high season!
Playa del Carmen, cerca del paraíso
Aspectos menos positivos:


- O clima tropical tem das suas coisas boas e coisas más e uma que me desagrada profundamente é estar a apanhar um solzinho bacano na praia e passados dez minutos ter de fugir debaixo de uma chuva diluviana que entretanto se abateu vinda do nada. Todos os dias pelas 16 horas era assim. Restava correr feito parvo como se estivesse a fugir de um tubarão porque as gotas eram grossas e o vento desagradável. Ao fim de meia hora voltava o sol e o ambiente de verão. Hora de voltar para a praia.

- Apesar de Cancún ter a fama do spot turístico nº1 do México, é-o apenas para honey-mooners e de resto deixa imenso a desejar. Por toda a costa litoral da região, que faz um género de quadrado, só se encontram resorts e mais resorts, os casalinhos da praxe, e o tal turista enjaulado, portanto uma desilusão para o turista-viajante. Playa del Cármen surgiu para compensar essa falha pois é um destino aberto a todo o tipo de turistas e a todo o mundo, um lugar que vos recomendo vivamente.

A polícia mexicana - São bastante corruptos e não se deve confiar neles para nada. Fartaram-se de multar pessoal na praia à noite, em situações, digamos, menos próprias, e nunca passam recibo. Como se já não bastasse o flagrante, a vergonha, ainda têm a lata de perguntar "Quanta plata tiénes?". Chulos voyeurs! (Isto aconteceu a pessoal que estava no mesmo hostel que eu, não fiquem a pensar essas coisas de mim :)

Os taxistas - É que não existem melgas iguais a estes tipos. Parecem abutres a apitar para quem não tem aspecto de mexicano. É que basta andar numa rua qualquer e levantar a mão para passa-la na cabeça e já está um a parar e a dizer " Taxi, taxi..."  como se estivesse a chamar  pelo seu animal de estimação. Estão a fazer o seu trabalho, mas lá que chateiam lá isso chateiam.

As Mexicanas - Lamento dizer isto, mas pensava que à vista desarmada as piores que tinha visto até agora tinham sido as belgas, mas a mexicanas batem-nas aos pontos. Raro encontrar alguma com mais de 1.50m (são provavelmente genes maias), para além de serem mulheres muito pouco vistosas, introvertidas e com pouco interesse em se adaptarem ao meio turístico onde residem, tanto no aspecto como no vestuário. Para quem vem cá naquela de encontrar alguns espécimes do género Inés Sainz ou Paulina Rubio sairá desiludido. Estas mulheres pararam no tempo.

Veredicto: Sei que já disse isto imensas vezes e que existem muitos lugares que quero voltar, mas sei que por impeditivos vários não voltarei, mas que Deus me proporcione poder voltar ao México e em especial a Playa del Cármen. 

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